A Masterlink marcou presença na mais recente edição das Speed Talks da Associação Empresarial do Minho, com uma sessão dedicada ao tema “Transformação Digital… Já!”, conduzida por Daniel Gomes.
Ao longo da apresentação, o CEO da Masterlink abordou um dos principais desafios enfrentados pelas empresas portuguesas: a dificuldade em transformar ambição digital em execução real. Apesar dos investimentos e das estratégias definidas a nível nacional e europeu, muitas organizações continuam a enfrentar obstáculos como a falta de recursos especializados, sistemas fragmentados e dependência de desenvolvimento externo.
“A maioria das empresas não falha por falta de ambição, mas por falta de capacidade de execução.”
Transformação digital nas empresas: por que falha a execução
A sessão destacou que muitos projetos de transformação digital falham não por falta de tecnologia, mas por um modelo de implementação baseado em soluções isoladas.
A utilização de múltiplos sistemas por departamento, sem integração e sem uma visão transversal, conduz frequentemente a:
- Fragmentação de dados
- Processos inconsistentes
- Redundância de informação
- Dificuldade na tomada de decisão
Este cenário limita a eficiência operacional e compromete o impacto real da transformação digital nas empresas.
Plataforma no-code como base para uma transformação digital transversal
A abordagem apresentada pela Masterlink assenta na construção de uma fundação digital comum, suportada por uma plataforma no-code.
Esta plataforma permite desenvolver soluções tecnológicas à medida, adaptadas às necessidades específicas de cada organização, e aplicáveis de forma transversal a diferentes áreas do negócio.
Ao permitir que equipas internas criem e evoluam soluções sem necessidade de programação, a plataforma contribui para:
- Redução da dependência de fornecedores externos
- Maior velocidade de desenvolvimento
- Maior alinhamento com as necessidades reais do negócio
- Evolução contínua dos sistemas
Casos reais mostram como acelerar a transformação digital nas empresas
Durante a sessão, foram apresentados vários exemplos concretos de organizações que conseguiram melhorar a sua eficiência através da automatização de processos e da estruturação de dados.
Os casos demonstraram que é possível:
- Acelerar significativamente a execução de projetos digitais
- Integrar sistemas existentes, evitando duplicação de dados
- Automatizar processos críticos com impacto direto na operação
- Melhorar a tomada de decisão com base em informação estruturada
Estes exemplos reforçam que a transformação digital nas empresas depende mais do modelo de implementação do que da tecnologia disponível.
Inteligência artificial nas empresas exige base estruturada
A inteligência artificial nas empresas foi também um dos temas centrais da sessão, sendo apresentada como um acelerador de capacidade.
No entanto, foi reforçado que o seu impacto depende diretamente da qualidade da base existente.
“A inteligência artificial não cria estrutura. Amplifica aquilo que já existe.”
A utilização eficaz de IA exige:
- Dados organizados
- Processos estruturados
- Arquitetura consistente
Sem estes elementos, a inteligência artificial pode amplificar ineficiências em vez de gerar valor.
Transformação digital é uma capacidade organizacional, não um projeto isolado
A sessão terminou com uma mensagem clara: a transformação digital nas empresas não deve ser vista como um projeto pontual, mas como uma capacidade contínua.
Identificar processos manuais, decisões demoradas ou dependências críticas é o primeiro passo para iniciar uma transformação estruturada.



